17 dezembro 2007
10 dezembro 2007
A Bússola Dourada (3/5)

Ursos, bruxas, almas, um Magistério e pó compõem um mundo paralelo ao nosso em que as almas das pessoas não estão dentro delas próprias, mas sim fora, corporizadas nos mais diversos animais. Esta é, de resto, a ideia mais original da saga já que o resto não convence.
Falta, talvez, a densidade dramática que a obra clássica de Tolkien tinha como nenhuma outra e alguma dose de imaginação que ao escritor sul-africano até sobrava. Sente-se falta de verdadeiros "maus", de fundamentação histórica, de consistência narrativa. Se isto é culpa da novela ou da realização é que ficou por saber.
Ainda estou a decidir se irei ver o segundo capítulo...
Beowulf (5/5)

Bem, neste último ponto é que reside a única questão que pode ser apontada ao filme. Tratar-se-á realmente de cinema? Ainda estamos a falar de cinema quando os actores dão as caras, as vozes e os corpos mas na realidade não são eles que estão ali? Que tudo é já "digitalizável" excepto a expressão do olhar? Que quem representa são PC's e MAC's ligados em rede? Que são eles as verdadeiras estrelas deste filme?
Discussão interessantíssima para o futuro da Sétima Arte e para ser tratada em local próprio pelos especialistas na matéria e sábios encartados.
Beowulf é cinema? Não sei. Só sei que é lindo.